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Micos Históricos
Micos Históricos
Não é de hoje que o Urubu é o Rei do Mico do futebol carioca, brasileiro e mundial. Há mais de 100 anos no ramo da comédia, ele possui uma vasta coleção de micos em todas as épocas.

13/09/1998 DEVOLUÇÃO DOS INGRESSOS
Diante da péssima campanha do timinho no Brasileirão, a diretoria da H.V.A. descobriu um modo infalível de levar os sofredores ao Maracanã pra apoiar os mulambos. Aproveitou a partida contra a Portuguesa-SP e, achando a vitória garantida, prometeu devolver o dinheiro do ingresso caso seu timeco perdesse o jogo. Pois foi exatamente o que aconteceu. O Urubu tomou de 3 X 2 da Lusa e pagou o micaço de ter que devolver a grana da burro-negada. A sorte deles foi que, já prevendo o fiasco, fizeram uma promoção de arquibancadas a R$ 2,00 e cadeiras a R$ 3,00. Assim, a grana que eles viram voar embora foi menor. Grande mesmo foi esse mico histórico.

1995 ANO DO CENTENÁRIO OU DO SEM-TER-NADA
Em 1995, depois de incontáveis percalços ao longo do caminho, o Flamengo deu a sorte de conseguir sobreviver e completar 100 anos de medíocre existência. E nada melhor pra comemorar esse aniversário tão especial do que grandes vitórias e principalmente títulos. Chegaram até a criar uma camisa comemorativa com o número 100 estampado. Montaram um time que era pra eles o verdadeiro dream team (time dos sonhos). Até músicas foram compostas em homenagem ao centenário do clube, com especial destaque para uma que dizia “vai Flamengo, balança a rede do adversário, vai Flamengo, comemorando seu primeiro centenário”. Mas, infelizmente para eles, os versos da música não ajudaram muito e o timinho passou em branco nesse ano tão importante pros burro-negros. Não conquistaram nenhum título e, o que é pior, foram vice-campeões duas vezes, da Supercopa e do Campeonato Estadual, com o famoso gol de barriga do Renato Gaúcho que deu o título ao Fluminense aos 42 minutos do segundo tempo. Enfim, cada um tem o presente de aniversário que merece.

Década de 80 ANOS DOURADOS
Além de ser o maior detentor de vice-campeonatos estaduais no Rio de Janeiro, o Flamengo é também o que foi mais vezes tri-vice-campeão, com quatro conquistas. Mas um detalhe enobrece ainda mais essa façanha. É muito comum os burro-negros se vangloriarem dos anos 80, quando dizem que tinham um time imbatível, que ganhava tudo. Pois foi nesses mesmos anos 80 que o Urubu sagrou-se nada menos do que 2 vezes tri-vice-campeão estadual de futebol. Em 1982, 1983 e 1984, ou seja, no auge do que eles denominam “Era Zico”, foi vice do Vasco uma vez e duas do Fluminense. Não contente, fechou a década em 1987, 1988 e 1989 sendo duas vezes vice do Vasco e uma do Botafogo. Conclusão: em apenas 10 anos, o timinho conseguiu ser 6 vezes vice-campeão, num aproveitamento de 60%, fato inédito na história do futebol.
Colaboração: Weber Tornado

1989 MORREU NA PRAIA
"Morrer na praia" significa liderar todo o campeonato e perder nas últimas rodadas ou no final. Vencedor do primeiro turno, Taça Guanabara, o Flamengo teve uma ótima chance de disparar no segundo turno. Ganhava do Botafogo por 3 X 1, faltando menos de 3 minutos. Mas levou dois gols naquele espaço curtinho de tempo. Foi um 3 X 3 que deixou o Botafogo ainda com chances na Taça Rio. Deixou o Botafogo voltar à luta e até a poder ganhar o segundo turno. Mas o Botafogo jogou a chance fora empatando com o Bangu na última rodada. Bastava então ao Urubu ganhar do Vasco, fazer um jogo-extra pela Taça Rio e ser campeão direto ou entrar com vantagem de um ponto na melhor de três. Levou 2 X 1, perdendo o ponto de vantagem. E depois, pra completar o fiasco, empatou o primeiro e perdeu o segundo jogo das finais com o Botafogo por 1 X 0. Vice-campeão de 89 depois de ter tido nada mais nada menos do que duas chances de fechar o campeonato e uma de entrar com vantagem na final. Deu um belo exemplo de sua reconhecida condição de time de chegada, somando mais um vice em sua gloriosa história de maior detentor carioca desse título.
Colaboração: Weber Tornado

02/07/1983 VICE-CAMPEONATO DO MUNDIALITO DE CLUBES
Em 1983, em Milão, na Itália, organizaram pela segunda vez um torneio chamado de Mundialito de Clubes Campeões. Convidados por um canal de TV, participaram 5 times: Milan, Internazionale, Juventus, Peñarol e Flamengo. Na época, apesar de só ter participantes da Itália, três, e da América do Sul, dois, a Flapress se apressou em alardear que o Flamengo poderia ser de fato Campeão Mundial, pois possuía apenas a Copa Toyota. Então, com os jogos transmitidos para o Brasil pela televisão, vibraram com a estréia: Flamengo 2 X 1 Internazionale. Em seguida, empate em 1 X 1 no jogo com o Milan e vitória por 2 X 0 no jogo contra o Peñarol. Só faltava a final contra a Juventus e bastava o empate contra aquele time que até ali empatara duas e vencera uma, para a conquista daquela glória. Mas Platini não estava para brincadeiras e a Juventus detonou o Flamengo por 2 X 1. Resultado: FLAMENGO VICE-CAMPEÃO DO MUNDIALITO DE 1983. Rapidamente a Flapress abafou o episódio, a festa programada para receber os pretensos campeões foi desmontada e até hoje pouco se fala desse grande mico do Urubu.
Colaboração: Weber Tornado

19/11/1980 ELIMINADO PELO ANAPOLINA
Em 1980, o Fluminense havia vencido a Taça Guanabara e esperava o campeão do segundo turno para ser o seu adversário na final. Tudo estava indicando que seria o Flamengo. O Urubu estava um ponto na frente do Vasco e jogava com o Serrano na antepenúltima rodada lá em Petrópolis. A Nação Sofredora se despencou em peso, já contando com a vitória. Quinze mil sofredores lotaram o Estádio Atílio Marotti, empurrando o Flamengo contra aquele adversário de jogadores desconhecidos. E começaram pressionando, pressionando, pressionando, mas nada de gol. De repente, um tal de Anapolina, do Serrano, que era reserva do reserva da ponta-esquerda e que só viria a jogar mais uma partida como profissional, fez um gol no Flamengo. Tudo bem! Era só uma questão de Zico, o mesmo que perderia um pênalti no México em 86 e seria o principal responsável pela desclassificação do Brasil naquela Copa, junto com seus companheiros, virar o jogo no segundo tempo que as coisas voltariam ao normal. Mas no gol estava o desconhecido Acácio, que agarrou tudo que mandaram contra ele, frustrando a reação burro-negra. Não teve jeito e o jogo terminou mesmo 1 X 0 pro Serrano. Com isso, o Urubu foi ultrapassado pelo Vasco e não conseguiu mais se recuperar nas rodadas finais. E acabou sendo eliminado do campeonato pelo modesto Serrano de Petrópolis, com gol do Anapolina, burro-negro confesso, que transformou em pesadelo o sonho de seu time de coração de conseguir o tetra-campeonato estadual que nunca conquistou.
Colaboração: Weber Tornado

1916-1977 TORNEIO INÍCIO
O Torneio Início foi uma competição criada em 1916 pela Associação de Cronistas Desportivos com um curioso regulamento: todos os jogos eram disputados no mesmo dia e no mesmo estádio; as partidas duravam 20 minutos (2 tempos de 10 minutos), sendo que a final tinha 60 minutos (2 tempos de 30 minutos); e em caso de empate, saía vitorioso o time que tivesse tido mais escanteios a favor. Foi realizado do ano de sua criação até 1967, tendo, posteriormente, uma derradeira edição em 1977. Diversos times de menor expressão conquistaram esse torneio, mas o destaque mesmo foram os grandes clubes, que levaram a maior parte dos títulos. Fluminense e Vasco venceram 10 vezes cada, seguidos pelo Botafogo, com 7 conquistas. Pra vergonha de seus sofredores, o Flamengo foi o lanterna em títulos do Torneio Início, com apenas 6 conquistas, levando ainda de quebra 8 vices pela goela abaixo. Saldo mais do que negativo pra coroar a história das participações burro-negras na competição.

15/11/1972 CHOCOLATE DE ANIVERSÁRIO
No dia de mais um infeliz aniversário do Urubu, ele recebeu um presente que jamais vai esquecer. Foi ao Maracanã e ganhou um imenso chocolate do Botafogo, 6 X 0, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Uma vergonha inenarrável, principalmente pros mais velhos, que compareceram ao estádio nesta data tão importante pros burro-negros e viram o timeco da época ser presenteado com essa humilhação histórica.

18/09/1968 VOLTA OLÍMPICA DE MARCHA-À-RÉ
Depois de empatar em 0 X 0 com o Botafogo no dia 8 de setembro de 1968, o Flamengo deu a volta olímpica debaixo de uma tremenda vibração da torcida, achando que o jogo adiado com o Bonsucesso seria moleza. Bastava empatar para comemorar o título e ser o representante do Rio na Taça Brasil de 68, que eles achavam que ganhariam. Mas, em 11 de setembro, o que parecia impossível para eles aconteceu: o Bonsuça sapecou-lhes 2 X 0, dois gols de Morais, um aos 5 minutos do primeiro tempo e outro aos 44 do segundo, calando um Maracanã lotado de burro-negros que já se consideravam campeões. Tiveram, então, que fazer uma final contra o Botafogo, também com Maracanã lotado, no dia 18, quando apanharam de 4 X 1, apesar do Gerson ter até perdido um pênalti, embora convertesse um outro. Foi então que os botafoguenses, e depois todas outras torcidas, disseram o Urubu teve que dar marcha-à-ré na volta olímpica que haviam dado 10 dias antes, contando, como é de sua natureza, com o ovo no fiofó da galinha. É por isso que até hoje esse triste episódio na história burro-negra é conhecido como a VOLTA OLÍMPICA DE MARCHA-À-RÉ.
Colaboração: Valter Duarte e Weber Tornado

18/12/1966 VICE DO BANGU
Quase 150 mil pessoas, a grande maioria sofredores burro-negros, compareceram ao Maracanã nesta tarde de dezembro pra assistir à partida final do Campeonato Carioca de 1966. O Bangu, com a irrepreensível campanha de 15 vitórias, 2 empates e apenas uma derrota, enfrentava um Flamengo cheio de problemas técnicos e psicológicos. Com facilidade, o time da Zona Oeste abriu 2 a 0 no primeiro tempo e, logo no início do segundo, chegou ao terceiro gol. Foi uma ducha de água fria nos sofredores, que esperavam uma reação do timeco na segunda etapa, ainda mais pelos frangos que seu goleiro, Valdomiro, estava engolindo. Mas o timinho urubunegro não esboçava qualquer poder de reação pra reverter o resultado. A única reação que eles demonstraram foi a de tumultuar ao máximo a partida pra tentar alguma outra solução, como uma possível anulação do jogo que já estava perdido. Foi com esse intuito que, aos 25 minutos do segundo tempo, o jogador Almir, do Flamengo, simulando inconformismo com uma falta violenta do jogador do Bangu em um companheiro burro-negro, partiu pro revide. No meio da confusão, um brucutu da zaga urubunegra deu uma voadora no peito do jogador banguense que caiu. Almir aproveitou-se e chutou a cabeça do coitado, que teve que sair de campo carregado. Uma verdadeira praça de guerra se instalou no gramado do Maracanã, descrita por muitos como o episódio mais violento da história do estádio. Pra compensar a derrota no jogo, os infelizes sofredores, até então calados, começaram a agitar as bandeiras e a gritar “Almir, Almir, Almir” a cada soco ou pontapé que o animal desferia nos adversários, sentindo-se de alguma forma vingados. Expulso do jogo, quando já ia descendo o túnel, ouviu alguém gritar: “Volta, Almir. Acaba de vez com a festa deles”. Deu meia-volta e recomeçou seu show de selvageria descontrolada, só sendo retirado de campo, a muito custo, pelo policiamento. No fim, 5 mulambos foram expulsos, além de 4 jogadores banguenses, que pagaram por tentar se defender da fúria dos derrotados. E o Bangu foi o grande campeão daquele ano, enfiando mais um vice pela goela do Urubu.


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